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Formação sobre inclusão finaliza turma

Publicado por Secretaria da Educação em

dsc_0378-copyAos 25 anos, Paula Thaiz Bergmann frequenta a faculdade de Educação Física, é vaidosa, gosta de dançar e de namorar. Atividades comuns para uma jovem não é mesmo? E se você soubesse que ela é portadora de síndrome de Down, pensaria diferente? Pois foi exatamente para mostrar uma visão diferente sobre os portadores de necessidades especiais que Paula participou nesta segunda-feira (12) do último encontro do curso de formação Encontros para Inclusão, oferecido pela Secretaria Municipal de Educação aos professores da rede municipal de ensino.

A jovem acompanhou a professora e doutora Marilene Cardoso que ministrou alguns dos temas abordados durante a formação. “As pessoas tem que olhar para quem tem deficiência pelo seu potencial, pelo que eu posso aprender e não para os meus limites. Eu gosto muito de aprender”, afirma Paula.

Paula concluiu na semana passada o segundo semestre do curso de Educação Física. Ela estuda na Faculdade Sogipa, em Porto Alegre. Desde a infância a menina é acompanhada pela professora Marilene que pesquisa sobre a inclusão de portadores de deficiências, em especial a intelectual. Com a ajuda de Marilene e o apoio dos pais, Paula conseguiu finalizar os estudos básicos em escolas de ensino regular e passou no vestibular. “O deficiente intelectual tem dificuldades, tem limites, mas ele aprende sim, de uma forma mais lenta e com métodos de ensino diferentes. Os recursos devem ser visuais para que ele possa entender o que está fazendo e desenvolva suas conexões mentais”, explica a doutora.

Neste último encontro, a professora abordou  o tema “As estratégias de aprendizagem ao aluno com deficiência”. Em seguida, foram apresentados os jogos Boole. O jogo é uma referência ao matemático George Boole, pois utiliza como princípio, o raciocínio lógico-matemático. São utilizadas cartas divididas em categorias e através de narrativas é necessário montar as cartas conforme as categorias e as informações obtidas. Os jogos possuem fases, definidas por cores e vão do mais fácil ao complexo e podem ser adaptadas para outras situações, como o ensino de idiomas, por exemplo.

Ao todo, 45 professores participaram da formação que teve duração de 20h. As atividades iniciaram em abril e os tópicos foram ministrados pelos doutores Melina Meirelles, Lenise Henz Caçula, Luiz Antonio Correa e Marilene Cardoso. “O objetivo desta capacitação foi propiciar aos professores instrumentos e ser um espaço de discussão sobre a inclusão. Hoje na rede temos 126 alunos com deficiência, alguns com necessidades físicas e mentais ao mesmo tempo e muitas vezes o professor não sabe como lidar e o curso veio exatamente com este intuito de formação”, afirma a coordenadora pedagógica de AEE da secretaria de Educação Katiane Santos Reis.  A coordenadora agradeceu o apoio dos professores e da Ageu que possibilitou financeiramente a vinda da professora Marilene.