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Solidariedade se aprende na escola

Publicado por Secretaria da Educação em

15392967_1826741690931860_4503688483959120918_oUma corrente do bem. Assim pode ser descrita uma série de ações e atitudes que tem transformado a vida do ajudante de pedreiro Mecel Carino, morador de Canela. O mais recente elo foi colocado esta semana pelos alunos das turmas 7B e 8B da EMEF Dr. Carlos Nelz – Caic. Eles realizaram uma campanha e arrecadaram alimentos e itens de higiene pessoal.

Mecel é haitiano e está no Brasil há quatro anos. Ele veio tentar uma vida melhor no país, uma vez que o Haiti sofre com problemas sociais que foram agravados com o terremoto de 2010. Há alguns meses, Mecel conseguiu trazer a esposa, Nanã, mas os quatro filhos do casal ficaram no Haiti e estavam enfrentando muitas dificuldades em função de um tsunami, ocorrido em outubro deste ano. Com a ajuda de muitos voluntários e amigos que frequentam a Igreja Adventista do Sétimo Dia, conseguiu-se arrecadar os recursos necessários para trazer as quatro crianças.

A saga da família Carino comoveu muitas pessoas e foi tema de reportagens em veículos de comunicação da região. Uma delas, do Jornal Integração, chegou ao conhecimento da professora Marivane Andrade, de Língua Portuguesa. Ela leu a matéria com os alunos dentro do projeto Jornal na Escola e resolveu propor a professora Viviane Boff Cavichion, de História e Ensino Religioso, a realização de uma campanha para ajudar os haitianos.

“Como nas aulas de religião os alunos vinham falando muito que gostariam de ajudar outras pessoas, de fazer algo prático, propus a eles que realizássemos uma campanha para arrecadar donativos. Os alunos prontamente apoiaram a ideia”, conta a professora Viviane.

Nesta terça-feira (13), os alunos, professores e direção da escola fizeram a entrega dos mantimentos. Foram arrecadadas duas caixas de alimentos não perecíveis, uma caixa com alimentos típicos de Natal e uma de itens de higiene pessoal e materiais de limpeza. “Foi emocionante ver a alegria da família e dos alunos. Não é um ato de ajudar por ajudar, mas sim de acolher, querer que eles se sintam bem no nosso país e que consigam ter uma vida melhor”, observa Viviane.